* Santiago do Chile virou, no último sábado (8), um dos principais pontos de encontro do Jiu-Jitsu sul-americano. O Chile Winter National Open 2026, realizado no Gimnasio Olímpico de San Miguel, reuniu cerca de 500 atletas, mais de 726 inscrições e ultrapassou a marca de 580 lutas, em disputas Gi e No-Gi realizadas simultaneamente em cinco áreas de competição. O evento, organizado pela CBJJD Chile, contou ainda com uma equipe de aproximadamente 80 profissionais na produção e confirmou a evolução do projeto.
O caráter internacional foi um dos grandes destaques da competição, que recebeu representantes de oito países: Chile, Brasil, Venezuela, Argentina, Colômbia, Espanha, Equador e República Dominicana. No quadro geral por nações, chilenos e brasileiros ficaram nas primeiras posições, com a Venezuela completando o pódio.
Entre as equipes, a RF Chile terminou na primeira colocação, com 275 pontos, seguida por El Círculo BJJ, com 105, e Ronin Chillán, com 94. Mais do que os números, porém, o Chile Winter National Open serviu para aproximar diferentes comunidades do Jiu-Jitsu e mostrar a força da modalidade no país. “Foi um evento muito bom, pois conseguimos fazer um formato diferente dos antigos. Fechamos com um ginásio maior, olímpico, montamos uma feira com vários produtos ligados ao Jiu-Jitsu, comida, então criou uma conexão maior com o público, que elogiou bastante”, avaliou Victor Vásquez, responsável pela CBJJD no Chile.
A presença brasileira também ajudou a dar um caráter ainda mais especial ao campeonato. Entre os projetos que cruzaram a fronteira esteve o Batan Pitt Faith, iniciativa social criada por Patrícia, que começou no Jiu-Jitsu para acompanhar a própria filha e acabou transformando a modalidade em ferramenta de transformação para outras crianças de sua comunidade, em Realengo, no Rio de Janeiro. Dos 12 atletas que viajaram, todos medalharam.
“A experiência de competir em outro país foi incrível! Quando vimos que ia ter um campeonato da CBJJD no Chile, uma organização que já conhecemos e competimos no Brasil, nos mobilizamos com rifas, vaquinha e tudo mais para lutar. E com 12 medalhas e uma experiência internacional para essas crianças, o saldo é muito positivo”, contou ela, que completou:
“Ser atleta no Brasil é muito difícil, então foi muito suado para estar aqui. Eu mesma tive que ajudar alguns atletas, sacrifícios foram feitos devido à falta de apoio do governo, mas tudo valeu a pena. E o trabalho de valorização da CBJJD também precisa ser elogiado”, destacou Patrícia após o Chile Winter National Open.
O trabalho, que vem sendo desenvolvido no Chile há cerca de três anos por Victor Vásquez e Francisco Leal, também ganhou o reconhecimento. “A parceria tem sido um sucesso. Existem algumas diferenças entre o Chile e o Brasil, mas superamos as dificuldades iniciais e encontramos o nosso caminho. O Jiu-Jitsu está crescendo e queremos crescer junto com ele”, afirmou Victor, que já projeta voos mais altos para os próximos anos. A meta da organização é alcançar 1.000 atletas em uma competição no Chile até 2027.
Presente em Santiago para acompanhar de perto o Chile Winter National Open, o presidente da CBJJD, Rogério Gavazza, voltou ao Brasil com a sensação de que o trabalho internacional está avançando. “Já tinha um ano e meio que eu não ia ao Chile, estive agora no campeonato e confirmei o crescimento do Jiu-Jitsu no país. Ficamos muito felizes com o resultado do trabalho e a expectativa para novembro é de um campeonato ainda maior”, encerrou.
Com três eventos por ano, o próximo – e último – compromisso de 2026 já está marcado: o Santiago Spring, no dia 14 de novembro, novamente em Santiago, dando sequência à expansão da CBJJD no Chile e no mundo. E para 2027, a expectativa é ainda melhor.
* produzido por LUTAS 360 (www.lutas360.com.br)